Alguns reis
absolutos, sentindo o seu poder ameaçado, declararam guerra à França, acabando
por ser vencidos pelos exércitos de Napoleão Bonaparte. Só a Inglaterra continuou
a oferecer resistência. Para a isolar e destruir o seu comércio, o imperador
ordenou aos países europeus, em 1806, que fechassem os seus portos aos navios
ingleses Bloqueio Continental.
Portugal hesitou em
aderir a este bloqueio, não só porque uma velha aliança o unia à Inglaterra,
mas também porque o encerramento dos seus portos aos navios ingleses causaria
grande perturbação à economia portuguesa, cujo comércio externo se realizava, essencialmente,
com aquele país. Finalmente, em Setembro de 1807, o governo português tomou a
decisão de aderir ao Bloqueio Continental e, em Outubro, ordenou a saída dos
navios ingleses.
Entretanto, já
Napoleão mandara o general Junot invadir Portugal e terminara as negociações
com a Espanha (Tratado de Fontainebleau 27 de Outubro) para que esta
participasse na invasão, conquista e partilha do território português.
Perante este perigo,
o príncipe regente D. João e toda a família real retiraram-se, com a sua corte,
para o Brasil. O governo do País ficou entregue a uma Regência de cinco
governadores nomeados por D. João.
Ao invadir
Portugal, Junot extinguiu a Regência e tomou conta do governo, sem encontrar
grande resistência. Mas, após alguns meses, perante os roubos e as violências
exercidos pelos Franceses, a população começou a revoltar-se.
A retirada das tropas espanholas trouxe novo ânimo à revolta
popular que alastrava por todo o País. A Inglaterra, interessada em impedir o
expansionismo napoleónico, enviou um exército para apoiar a resistência portuguesa.
Os Franceses foram derrotados pelas tropas anglo-portuguesas, comandadas por
Wellesley (futuro duque de Wellington), e, após a assinatura da Convenção de
Sintra (1808), abandonaram o País.
Napoleão não
desistiu e Portugal foi novamente invadido, em 1809, pelo exército francês que,
comandado por Soult, ocupou o Porto. Mais uma vez o exército anglo-português,
com o apoio dos populares, obrigou os Franceses a refugiarem-se na Galiza. Em 1810,
houve nova invasão comandada por Massena que, apesar de vencido no Buçaco,
avançou sobre Lisboa. Foi detido nas Linhas de Torres Vedras, fortificações
mandadas construir por Wellington para impedir o avanço dos invasores sobre a
capital.
Em 1811, cansados
de esperar por reforços, os Franceses abandonaram definitivamente Portugal. O
País ficara, no entanto, à beira da ruína.
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